Coiote (Canis latrans)
Nomes alternativos: coiote (português), coyotl (náhuatl), coyote (castelhano, inglês, francês, holandês, italiano), Kojote (alemão), american jackal, prairie wolf ou brush wolf (inglês).
Comprimento médio: subespécie grande ou coydog: macho: 91 cm (mais 37 cm de cauda), fêmea: 85 cm (mais 35 cm de cauda); subespécie média: macho: 85 cm (mais 35 cm de cauda), fêmea: 80 cm (mais 33 cm de cauda); subespécie pequena: macho: 76 cm (mais 31 cm de cauda), fêmea: 73 cm (mais 30 cm de cauda). Altura média: subespécie grande: macho: 53 cm, fêmea: 48 cm; subespécie média: macho: 48 cm, fêmea: 46 cm; subespécie pequena: macho: 43 cm, fêmea: 42 cm.
Massa média: subespécie grande: macho, 18 kg (-7½); fêmea 14 kg (-8½); subespécie média: macho, 14 kg (-8½); fêmea 11 kg (-9½); subespécie pequena: macho, 9 kg (-10½), fêmea 8 kg (-11).
Hábitat: desertos, campos, tundras, bosques abertos, chaparrais e savanas da América do Norte e Central. Originalmente confinado ao Oeste do continente, espalhou-se também para o Leste – inclusive a vizinhança de grandes cidades – devido à quase extinção dos lobos nessa região.
Inteligência Abstrata: -8; Inteligência Concreta: -2; Resistência: -½; Proteção: 0; Tamanho: -1; Saúde: +2; Mobilidade: +2½; Sentidos: +4 (Olfato: +12; Audição: +3; Visão: -3, com visão noturna superior, presbiopia e deuteranopia); Dificuldade de treinamento: +3.
Habilidades: Força: subespécie grande: macho: -½, fêmea: -1½; subespécie média: macho: -1½, fêmea: -2; subespécie pequena: macho: -2½, fêmea: -3. Combate: +3; Esquiva: +4; Salto: +10; Escalada: +3; Natação: +4; Furtividade: +5; Corrida: +17; Preparo Físico: +4; Caça: +3.
Manobras de combate: Morder (1 / 1½).
Características
Coiotes vivem em casais que podem durar mais de quatro anos e ambos os pais cuidam dos filhotes. Fazem suas tocas em raízes de árvores, fendas nas rochas ou alargando tocas de texugo, ou podem cavá-las eles mesmos. São preferencialmente noturnos, mas também podem caçar de dia. Caçam sós, em pares e às vezes, para perseguir presas maiores, também em alcatéias. Nestes casos, apenas um casal se reproduz a cada estação. Tiram proveito de sua resistência para cansar a vítima: geralmente rastreiam a presa com o olfato e as perseguem por 20 a 30 minutos antes de atacá-la e morder sua garganta, matando-a por estrangulamento e choque.
Seu território pode se estender de 1,2 km² a 260 km², em média 16 km² a 20 km², dependendo do suprimento de alimentos e da densidade da população de coiotes. Seu raio normal de ação é da ordem de 20 km a 25 km e chegam a caminhar mais de 600 km em busca de comida, mas quando cuidam de filhotes não se afastam mais de 8 km da toca. À noite, os coiotes mantêm contato com outros membros da espécie com uma série característica de uivos e latidos.
Do ponto de vista da conveniência humana, seu papel é ambíguo: ocasionalmente ataca ovelhas, cabras, potros e aves de criação, mas também caça roedores nocivos. Uma pesquisa de estômagos de coiotes encontrou o seguinte conteúdo: coelhos, 33%; carniça, 25%; roedores, 18%; gado (principalmente ovelhas e cabras), 13,5%; veados, 3,5%; aves, 3%; insetos, 1%; outros animais (gambás, doninhas, musaranhos, toupeiras, cobras e lagartos), 1%; matéria vegetal, 2%. São onívoros e podem caçar antilocapras quanto escarafunchar carniça e lixo. No fim do verão e início do outono, frutas e bagas são parte importante de sua dieta. Na estação seca, podem cavar para procurar água ou encontrá-la no fruto do chamado coyote melon (Cucurbita palmata), desagradável aos humanos e comido apenas por coiotes e pecaris.
A reputação dos coiotes – de serem espertos, oportunistas e engenhosos – é em boa parte merecida. Olfato, visão e audição excelentes e sua habilidade em evitar humanos têm garantido sua sobrevivência em muitos diferentes ambientes, com vantagem sobre raposas e linces, seus principais concorrentes. Podem facilmente saltar cercas de até 2,4 metros de altura e já foram vistos escalando cercas de 4,2 metros.
Tanto coiotes quanto lobos e onças pardas foram sistematicamente perseguidos por fazendeiros e pelo governo dos EUA ao longo de séculos, mas enquanto os lobos foram levados praticamente à extinção, os coiotes aumentaram em número e, nos últimos duzentos anos, aproveitaram o desaparecimento dos lobos e onças pardas para ocupar seus espaços se espalhar para leste do Mississipi, onde originalmente não existiam. Desde 1891, cerca de 500 mil coiotes foram caçados, a um custo de US$ 30 milhões para os cofres públicos, mas hoje vivem da América Central ao Canadá e Alasca e em todos os estados dos EUA (exceto Havaí), do nível do mar a até 3.000 metros de altura. São vistos até na periferia da cidade de Nova York.
Em parques nacionais ou perto de cidades, os coiotes se acostumam com a presença de humanos e deixam de temê-los, aproximando-se para pedir comida ou roubar lixo. Ocasionalmente mordem humanos ou tentam atacar crianças de menos de cinco anos: nos EUA, dão-se em média dez ataques de coiotes a humanos por ano. Um adulto que grite ou ameace o animal geralmente é suficiente para escorraçá-lo. Raramente esses ataques causam ferimentos sérios ou fatais (salvo com crianças pequenas), mas como os cães e lobos, os coiotes podem contrair e transmitir a raiva (hidrofobia).
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Coydog |
Os coiotes atingem a idade de reprodução com 9 a 10 meses de idade e têm o cio uma vez por ano, no começo ou no meio do inverno, depois de dois ou três meses de corte. A gestação dura 63 dias e a ninhada pode variar de dois a doze filhotes – em média seis, com tendência a ser maior quando os coiotes são mais intensamente caçados. Os filhotes saem da toca com duas a três semanas e são desmamados com cinco a sete semanas. Só 5% a 20% sobrevivem ao primeiro ano de vida. A expectativa média de vida é de 2 a 8 anos e poucos vivem mais de dez anos em ambiente selvagem. Em cativeiro, podem viver até 18 anos.
O pelo pode ser cinzento, marrom ou castanho-amarelado, raramente preto; a ponta da cauda é preta. Os coiotes costumam caminhar com o rabo entre as pernas e não esticado, como fazem os lobos. As fêmeas pesam, em média, 20% menos que os machos. Os coiotes do deserto tendem a ser vermelho-amarelados e menores (11 kg no México) e os do norte, cinzentos e maiores (até 35 kg). Os coiotes das terras baixas tendem a ser menores (cerca de 9 kg) e os das montanhas maiores (20 kg). Os coiotes do leste também tendem a ser maiores que os do oeste, possivelmente devido a cruzamentos com lobos vermelhos e cães. Na serra dos Adirondacks, estado de Nova York, os machos pesam em média 18 kg e as fêmeas, 14 kg; no nordeste dos EUA, a média está entre 14 kg e 16 kg e no Meio-Oeste, entre 11 kg e 14 kg. Nas vizinhanças de áreas urbanas, os coiotes freqüentemente se cruzam com cães, originando híbridos conhecidos como coydogs que se parecem e se comportam como coiotes, mas podem ser maiores (até 35 kg) e têm cio duas vezes por ano. O maior coiote já abatido pesava 34 kg e tinha 1,53 m de comprimento total, o maior coydog, 38 kg.
Subespécies e distribuição
Foram nomeadas 19 subespécies de coiotes, com 16 na América do Norte e 3 na América Central:
Algumas subespécies foram consideradas extintas: Canis latrans harriscrooki, Canis latrans irvingtonensis, Canis latrans orcutti e Canis latrans riviveronis (coiote da Flórida).
Espécies afins
Existem várias espécie extinta de canídeos semelhantes ao coiote moderno, como o Canis davisii do Mioceno (8 milhões a.C.), que migrou da América do Norte para a Eurásia e foi o provável ancestral de todos os canídeos do Velho Mundo e o Canis lepophagus do Plioceno (5 milhões a 4 milhões a.C.), que tem alguns traços de lobo e provavelmente é o ancestral direto do coiote moderno.
Folclore e mitos
Nas lendas e no folclore da América do Norte, o coiote é o maior dos trapaceiros. Para os índios da Califórnia, é um ser nefasto e astucioso que entrava a ação dos heróis criadores e é responsável por tudo de ruim que existe no mundo. Está para o herói criador (a raposa prateada) como o gêmeo mau para o bom na cosmogonia iroquesa (nordeste da América do Norte, onde originalmente não existiam coiotes). A ele se atribui, por exemplo, a invenção do inverno e da morte.
O Brasil dos outros 500
No Brasil dos outros 500, os coiotes continuam limitados ao oeste do Mississipi, pois os lobos e pumas continuam presentes no leste.
Atlântida
No universo de Atlântida, os coiotes são encontrados no Continente Ocidental.
Solidariedade Galáctica
No Universo da Solidariedade Galáctica, os coiotes continuam a existir com a mesma distribuição do Brasil dos outros 500.